Bowerbirds – Upper Air

02.06.2009 — Música, Resenhas

Bowerbirds
Upper Air
(Dead Oceans; 2009)

De Hymns For a Dark Horse (2007) para Upper Air, novo disco do Bowerbirds, pouca coisa mudou nas melodias do grupo. As poucas mudanças ficam por conta de como os instrumentos aparecem e do clima extraído disso. A bateria e a percussão que eram fortes e quase tribais em Hymns aparecem mais calmas em Upper Air, o acordeão e o violino de Beth Tacular ficam mais como pano de fundo, sobrando os holofotes na voz e no violão tocado com força de Phil Moore.

O clima que parecia ser de um ritual intimista em volta de uma fogueira no meio de uma densa floresta vira um voo livre com uma tentativa de alcançar os céus o máximo possível, ultrapassando as nuvens com o topo da cabeça. Imagem reforçada pela capa e pelo nome do álbum. Mas não se preocupe, o divino do Bowerbirds ainda é palpável, denso e exaltado diversas vezes; eles conseguem transmitir sua mensagem sem tentarem ser perfeitos e impecáveis, como o Fleet Foxes tentou para valer ano passado.

Apesar de algumas canções se destacarem, não tenho vontade de falar sobre nenhuma especificamente. Assim como Hymns For a Dark Horse, Upper Air é um disco muito bem trabalhado e bastante coeso. É possível retirar uma unidade de ambos. As dez novas canções flutuam e plainam como pássaros solitários do meio da floresta pro alto das montanhas. O Bowerbirds parece descobrir como é voar. "You were free/ You were already free", canta o grupo na primeira faixa, "House of Diamonds", como que tivesse acabado de descobrir a terra além da floresta. Da montanha, eles veem novas formas e transmitem suas visões em uma música, não nova, apenas com outros pontos de vista.

Denis Fujito

Nota:

Tags: