Lightning Dust – Infinite Light

03.09.2009 — Música, Resenhas

Lightning Dust
Infinite Light
(Jagjaguwar; 2009)

O canto de Amber Webber, vocalista do Lightning Dust (e do Black Mountain), é marcante sem ser forçado, com um pé no barroco mas livre de exageros desnecessários, além de ser bastante bonito. Tudo em Infinite Light, novo disco do grupo, gira em torno de sua voz. Um tremendo acerto.

“Antonia Jane” mostra algumas variações notáveis que ela é capaz de fazer com sua voz, “I Knew” vem com um quê country e, logo de cara, dá novo ânimo ao começo do disco, enquanto “Dreamer”, na sequência, traz piano e violinos dramáticos em primeiro plano que reforçam a beleza da canção, mostrando também o clima barroco fora da voz de Amber, em sua grandiosidade e ar teatral.

“Never Seen” começa só ao piano e cresce de forma densa com seu sintetizador, “History” é mais leve em seu piano e ganha força com um pequeno coral no refrão e “Wondering What Everyone Knows” mostra toda a estranheza que pipocou ao longo do disco em sua forma pop.

O folk do Lightning Dust é bem específico, sua estranheza me traz à mente as também peculiares bandas com vocais femininos Wildbirds & Peacedrums e Tiny Vipers, ambos com disco lançado neste ano, mas Infinite Light traz um acerto a mais que os demais trazem em menor escala. Há uma vontade quase inexplicável de ouvi-lo novamenteve e novamente; o clima sombrio de Infinite Light é intrigante.

Denis Fujito

Nota:

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