Doug Paisley – Strong Feelings

11.02.2014 — Música, Resenhas

Doug Paisley

Strong Feelings

(No Quarter; 2014)


Eu não cresci escutando ao rádio no interior da América do Norte no meio da década de 70. Mas se tivesse crescido, muitos dizem que seria um pouco como escutar ao novo disco do canadense Doug Paisley, Strong Feelings. E eu acredito, pois existem indícios e existe a história, sempre ela. Impossível relevar a história que nos mostra como as coisas se desenrolam muitas vezes em ciclos intermináveis até o fim de tudo. Mas não é essa a relação que tenho e estou tendo com Strong Feelings. Não é um relacionamento de puro saudosismo, como muitos gostam de escrever, muitos na mesma situação que a minha inclusive. Simpatizo demais com o novo álbum de Doug. Gosto do folk mais profissional de Doug com uma banda forte o acompanhando, gosto como a sua voz ainda sobra mesmo no meio de vários instrumentos e no meio de uma melodia doce de uma canção de amor. Doug Paisley sobra desde o início com a sequência de três canções pop (“Radio Girl”, “Song My Love Can Sing” e “It’s Not Too Late (to Say Goodbye”), passando pela melancolia solitária de “What’s Up Is Down” e pela mais rock “To and Fro” até o dueto perfeito com Mary Margareth O’Hara em “Because I Love You”.

Se eu escrever aqui que Strong Feelings é um disco folk rock clássico com poucos cacoetes dos anos 2000, acho que a mensagem será transmitida, mas se um dia eu parar de relacionar os álbuns à minha restrita realidade, será o dia em que um disco como Strong Feelings não me emocionará tanto do jeito que vem me emocionando. Apenas uma nota mental de começo do ano para me lembrar que a história está aí para ser esquecida, às vezes.

Nota
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7.9
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