5 músicas da semana – 01/05

01.05.2015 — Blog

Georgia-Anne-Muldrow

1. Georgia Anne Muldrow – “Sans Vacay”

Georgia Anne Muldrow bem groove e em clima esotérico e espiritual. “Sans Vacay” traz todo esse ambiente em uma faixa bem soul que fecha A Thoughtiverse Unmarred, seu mais novo disco. Uma música bem curta, mas que poderia se estender por longos minutos sem cansar de tão suave que entra nos ouvidos.

2. Chelsea Wolfe – “Iron Moon”

Já de suave, Chelsea Wolfe não tem nada e em “Iron Moon”, faixa extraída de Abyss, seu novo álbum, o negócio fica pesado como Chelsea fora em Ἀποκάλυψις, de 2011. A rainha do folk gótico deixa as guitarras pesadas guiarem a canção e contrapõe o negócio todo com os seus sussurros e urros saídos direto de um pesadelo que se passa no meio de uma grossa neblina.

3. High Wolf – “Wild at Heart”

Faz tempo não tinha notícias do francês Max e o seu High Wolf e quando dei de cara com “Wild at Heart” esperava as repetições que ele sempre usou em suas músicas, mas não esperava uma faixa tão dançante e com essa percussão e guitarras africanas fora de ritmo. Ótima música para chacoalhar os pêlos do corpo e a discografia do High Wolf.

4. Arthur Russell – “Ocean Movie”

Se o High Wolf pode agradecer alguém por toda uma vida de músicas, esse alguém é Arthur Russell. Vamos todos agradecer a Arthur Russell e ponto. Esse ano a Audika Records lançará mais um disco com músicas feitas pelo músico entre 1982 e 1983, ou seja, entre Dinosaur L e o início de sua carreira solo, que nunca viram a luz do dia. O novo lançamento se chamará Corn e “Ocean Movie”, uma das nove faixas contidas no álbum, é bem à frente do seu tempo, como era de se esperar. Fazendo Arthur realmente parecer um contemporâneo do High Wolf e tantos outros experimentadores da eletrônica minimalista, da world music e da chamber music.

5. Leon Bridges – “River”

Eu costumo ter o maior cuidado possível com esses novos cantores de soul revivendo o velho soul de forma tão escancarada, ou de maneira tão meticulosamente pensada, mas “River” é uma canção muito bonita mesmo. Às vezes parece que estamos sendo guiados para dentro de um episódio do The Voice ouvindo algum daqueles caras cantando uma faixa esquecida do Bill Withers, mas Leon Bridges mostra ter outras influências dentro do estilo e uma voz suave, mas ao mesmo tempo marcante, por isso ele ganha este voto de confiança. Tudo que lançou até o momento é de muito bom gosto e isso nos basta por enquanto.