10 solos e riffs emblemáticos do Teenage Fanclub

13.03.2016 — Matérias, Música

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Existem muitas coisas para se destacar da discografia do Teenage Fanclub, como a beleza amorosa de absolutamente todos os seus discos, como a harmonia vocal perfeita entre Norman Blake, Raymond McGinley e Gerard Love ou a singela e impactante sensibilidade pop desses escoceses. Porém, a cada álbum que escuto do grupo novamente não são só os refrões que vêm facilmente à mente ou as harmonias feitas entre o trio citado, mas as diversas linhas de guitarras e baixo para sempre cravados no meu cérebro. O Teenage Fanclub tem uma habilidade monstruosa de construir riffs tão grudentos e importantes quanto às suas melodias vocais e de viajar em lindos solos que só ressaltam todas as qualidades descritas acima.

Por isso, selecionamos 10 faixas que mostram sem deixar dúvidas como o Teenage Fanclub é preciso quando falamos sobre seu trio de frente, vocal e instrumentalmente falando. Às vezes é necessário um longo e melódico solo outras vezes um riff de duas notas para transformar uma faixa em um hit. E hit é o que não falta nessa lista.

1. “Everything Flows” – A Catholic Education (1990)

Um bend logo de cara que marca o território da guitarra de Raymond McGinley em “Everything Flows” e dá toda a personalidade que a canção precisa. É a faixa salvação do álbum de estreia do grupo, A Catholic Education, porque esses bends e o solo no fim são tão apoteóticos quanto o verso / refrão de Norman Blake. Hit que foi o primeiro do grupo por causa do impacto dessa guitarra, com certeza absoluta.

2.  “The Concept” – Bandwagonesque (1991)

Apesar das guitarras distorcidas em destaque desde o início, desse que talvez seja o maior hino do grupo, é só na parte final de “The Concept”, quando tudo acalma e Norman apenas entoa os seus “ahs”, que o solo aparece lindamente. Vagaroso e perfeito, colocando reticências numa faixa que poderia durar uns 30 minutos e absolutamente ninguém reclamaria.

3. “About You” – Grand Prix (1995)

O principal para termos em mente em relação a “About You”, que abre o clássico Grand Prix (1995), é que o grande riff da faixa vem do baixo de Gerard Love no refrão. Dá igual vontade de cantar o refrão simples de Raymond ou cantarolar as notas do baixo de Love, porque ambas são perfeitas. Norman fica encarregado do solinho no meio e assim essa faixa extremamente singela termina.

4. “Gene Clark” – Thirteen (1993)

“Gene Clark”, a faixa que encerra Thirteen (1993), dura cerca de seis minutos e meio e os quatro primeiros minutos da faixa é de pura guitarra, sem voz. Como sempre, Norman faz a base e Raymond hipnotiza com solos que vão e voltam sempre para a mesma base antes de Love entrar com sua voz suave. Obviamente, as guitarras continuam comandando até o fim.

5. “I Don’t Want Control of You” – Songs From Northern Britain (1997)

Songs from Northern Britain foi o primeiro disco que tive e ouvi do Teenage Fanclub e sempre que ouço o banjo no início de “I Don’t Want Control of You” essas exatas palavras se alinham na boca da garganta prontas para sair voando pelo ar. Essa faixa é composta por refrão atrás de refrão que dá espaço para um bridge e um solo que só está aqui por causa da pausa que o grupo promove antes de voltar novamente pro refrão. Coisa linda.

6. “God Knows It’s True” – God Know It’s True EP (1991)

Entre A Catholic Education e Bandwagonesque, o Teenage Fanclub lançou o maravilhoso EP God Knows It’s True. A faixa título, por toda a sujeira de fazer inveja a muitos de Seattle, além de bonita e pesada ao mesmo tempo vem com um riffzinho no refrão que só potencializa o seu cinismo.

Baby said I’ve got it wrong
I sang the feelings in a song
And if they don’t mean a thing to you
A lot you say is nothing new

God knows it’s true, but I think that the devil knows it too
God knows it’s true, but I think that the devil knows it too

7. “I Need Direction” – Howdy (2000)

“I Need Direction” caminha como muitas belas faixas do Teenage Fanclub, com aquela estrutura de verso refrão de sempre, mas no meio dela existe uma pausa pro teclado entrar sozinho que abre caminho para um solo de 10 notas deixar a sua marca. Marca que também deixa Howdy!, lançado em 2000, apesar de toda sua felicidade desmedida.

8. “Don’t Look Back” – Grand Prix (1995)

A faixa começa assim: Norman abre com sua guitarra base, Love entra com duas notas de seu baixo e McGinley com o solo, o único da faixa, mas um dos mais emblemáticos de Grand Prix e de toda a discografia da banda, provavelmente.

9. “Alcoholiday” – Bandwagonesque (1991)

Talvez uma das músicas mais bonitas e tristes ao mesmo tempo com um final de pura redenção. Não por acaso ela e “The Concept” são as faixas de Bandwagonesque nessa lista, pois ambas começam e terminam de forma parecida, com muito sentimentalismo no começo e redenção da alma promovida por um lindo solo no fim.

“All I know is all I know
What I’ve done I leave behind me
I don’t want my soul to find me”

10. “Mount Everest” – Songs From Northern Britain (1997)

Por que ninguém se importa com “Mount Everest”? Não sei. A faixa tem um instrumental meio sombrio que não aparecia há alguns anos já nos lançamentos do grupo quando Songs From Northern Britain foi lançado, em 1997. Ao fim de cada refrão, os solos pipocam em cima de uma base sempre distorcida e se contrapõe ao canto sutil de Love. Uma canção que me remete aos primeiros anos da década de 90, aos discos do Catherine Wheel, a uma época que já parecia distante em 1997, ou nos anos 2000, quando ouvi pela primeira vez.

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