5 músicas da semana – 22/05/2016

23.05.2016 — Blog

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1. Wolf Parade — “C’est La Vie Way”

“C’est La Vie Way” é como fechar os olhos e acordar em 2005. É como ter de volta a mesma sensação de ouvir Apologies To The Queen Mary pela primeira vez. Como ter de volta os 20 anos e as preocupações que os 20 anos carregam. É bom ter música nova do Wolf Parede porque todo esse sentimento é bom, ainda que nem sempre a nostalgia seja algo positivo. Mas eu, de nada, posso reclamar. É a vida. (FS)

2. PowerPCME — “Bluelight specials going on now!”

“Bluelight specials going on now!”, do PowerPCME, traz aquela sensação de pausa no tempo que tanto buscamos em determinados momentos de nossas vidas. Às vezes as coisas passam rápido demais e é difícil aceitar que o dia seguinte chegou. Por outro lado, discos como Kmart 1989 – 1992 (que, na minha cabeça, faz companhia ao perfeito e já clássico An Empty Bliss Beyond This World, do The Caretaker) estão aí para enganar nossos cérebros e deixar tudo um pouquinho mais tranquilo e com menos ansiedade. Para ouvir com fones de ouvido. (FS)

3. De La Soul — “Sho Nuff”

Há 25 anos saiu um dos grandes álbuns de rap dos anos 90: De La Soul Is Dead, o segundo trabalho do De La Soul. Em comemoração à data, o trio compartilhou uma faixa dessa época nunca antes divulgada: “Sho Nuff”. Meu amigo, como é bom ouvir o peso e a gordura de uma faixa de hip-hop produzida nos anos dourados do gênero. Logo mais tem disco novo do grupo mas, por enquanto, fiquemos com a singela “Sho Nuff”. (FS)

4. Islands — “Right To Be Missbegotten”

Faz mais de uma semana que o Islands lançou não um, mas dois discos novos (com diferentes propostas), e por enquanto eu só ouvi Should I Remain Here At Sea?, que tem nome e vibrações parecidas com o maravilhoso Return to the Sea, de 2006. Como a vibe do post de hoje é a nostalgia, faço questão de compartilhar a linda e serena “Right To Be Missbegotten” que, ouso dizer, ainda tem uma pitada de The Unicorns. Em que ano estamos mesmo? (FS)

5. Okkervil River — “Okkervil River R.I.P.”

Balada de Will Sheff e seu Okkervil River para terminar a noite, a semana. Não sobra muito de mim quando “Okkervil River R.I.P.” termina. Apesar de toda a certeza de como funciona uma balada de Will, de como ele gosta de suas rimas, de como às vezes ele gosta de brincar de Bob Dylan mesmo sem se assemelharem em nada e de como a banda cresce e desaparece. Não há novidades, apenas a certeza de que se ficou aquele gostinho triste no fim, Will Sheff fez o seu serviço bem feito novamente. Não sei que ano estamos, mas se depender de Will estamos lá na década de 70. (Denis Fujito)