5 músicas da semana – 31/07/2016

01.08.2016 — Blog

mallrat

1. mallrat — “For Real”

A australiana de 16 anos que atende pelo nome de mallrat se define em todas as suas redes como “Hannah Montana of the rap game”, para facilitar o trabalho de quem precisa explicar essa que pode ser a nova dona do hit do ano. Sim, porque se depender de “For Real” você pode parar de procurar. Está tudo aí. A despretensão, a efemeridade, a leveza e a beleza da música pop. A essência de um amor juvenil. (Denis Fujito)

and you didn’t even wanna die once this week
and when you’re around i feel less of a freak
and when you smile for real  you make me smile for real
don’t care if its night or its day, lets get some coffee so we stay awake

2. Nas & Erykah Badu — “This Bitter Land”

Talvez um pouco emocional demais, mas não tem como não falar dessa parceria entre Nas e Erykah Badu tirada da trilha sonora de The Land, filme produzido pelo próprio rapper. Uma faixa orquestrada o suficiente para concorrer ao Oscar, com Erykah totalmente dedicada ao refrão, mas brilhando como sempre, e Nas atirando os seus veros para todos os lados, suavemente, enquanto caminha em câmera lenta por ruas pouco frequentadas. (Denis Fujito)

3. Jenny Hval — “Conceptual Romance”

A cada nova canção fico mais envolvido pelo clima Black Box Recorder que Jenny Hval consegue criar em sua música. Um dark sutil e autoconsciente contado e cantado com uma voz sensual, melodiosa e poderosa ao mesmo tempo. Uma hipnose feminina total, como Sarah Nixey fazia como ninguém. (DF)

4. The Saxophones — “New Tradition”

Tem gente que se encontra bem rastejando pelas calçadas escuras e molhadas, mas eu consigo ver os Saxophones se rastejando pela noite dos anos 50 como se estivessem a caminho de uma linda noite de sono e paz. Sono e paz. Sono e paz. “New Tradition” traz paz ao meu sono. Boa noite (DF)

5. Ryan Adams — “Oh My Sweet Carolina” (feat. Infamous Stringdusters & Nikki Blum)

Por mais que falte certa classe para Ryan Adams posar de country old school, essa versão de “Oh My Sweet Carolina” com banjo, violino, baixão, lap guitar e backing vocal com microfone bonito me fez voltar uns bons anos para sentir sei lá o que eu sentia na minha adolescência quando ouvi Ryan Adams pela primeira vez. (DF)