5 músicas da semana – 21/08/2016

23.08.2016 — Blog

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1. Frank Ocean — “Self Control”

Essa é a semana, esse é o mês, esse é o ano de Frank Ocean. De sua volta, pelo menos. Finalmente, depois de muita espera, o cantor colocou no mundo dois filhos: o álbum visual Endless e o físico/digital Blonde. Ambos maravilhosos, cheios de momentos especiais e destaques. Mas, nesse exato momento, vou ficar com “Self Control” por ser tão sincera, simples e maravilhosa. Apenas uma guitarra e a voz de Frank destilando frases como “I’ll be the boyfriend in your wet dreams tonight” ou “Keep a place for me, for me/I’ll sleep between y’all, it’s nothing“. Sempre difícil mostrar que somos frágeis, especialmente de um jeito tão bonito e singelo assim. E pra isso é preciso que se tire o chapéu. (Flávio Seixlack)

2, Andrew Pekler — “Theme from Tristes Tropiques” / “ Avian Modulation” / “Life in the Canopy”

Inspirado no livro Tristes Trópicos, de Lévi Strauss, Andrew Pekler reaparece em tranquilizantes minutos em uma mistsura de exotica, field recording e ambient nas faixas emendadas abaixo, todas tiradas de Tristes Tropiques, seu novo disco. Um vôo minimalista (?) por terras estranhas, mas familiares. Por alguns instantes a minha mente saiu para dar uma volta e não voltou. Os tempos andam tão reais. (Denis Fujito)

3. Calum Bowen — “Lovely Development”

Ainda não tive a oportunidade de jogar Lovely Planet, mas sua trilha sonora me faz lembrar dos tempos lindos de infância e da Nintendo e de como Super Mario World e Mario Paint eram jogos maravilhosos com músicas incríveis e marcantes. Essa é a vibe que o britânico Calum Bowen consegue, pelo menos pra mim, passar com o universo que ele criou.  (FS)

4. N.M.E.S.H. — “Welcome to Warp Zone”

O último videogame que tive foi um Mega Drive 1. Com isso eu apenas quero dizer que sei o que é bater o controle na cabeça com a dificuldade que era Shinobi, a beleza de Golden Axe, a diversão de Sonic e o vício interminável de Mortal Kombat. A metade Nintendo não me aprofundei tanto, mas esse trailer da fita de 2014 de N.M.E.S.H. causou grande comoção em mim. Não só o visual, mas cada detalhe e camada do frenesi desses dois minutos. PERFECT! (DF)

5. Beverly Girl — “Contagious”

Gostaria de poder sentir outra coisa além de puro espanto por esses finlandeses que atendem pelo nome Beverly Girl, mas não consigo. “Contagious” é o segundo single do mais puro glamour do pop / new wave dos anos 80 com aquela bela dose de rock farofa e um quê de Madonna. Na dúvida, ouvi umas 10 vezes a música e continuei sem entender. (DF)