5 músicas da semana – 25/09/2016

25.09.2016 — Blog

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1. Dirty Projectors — “Keep Your Name”

David Longstreth está triste. É 2016. O fato de o vocalista e compositor do Dirty Projectors estar assim faz todo o sentido. Também faz sentido a imagem dele quebrando sua guitarra no videoclipe de “Keep Your Name”, o novo single do grupo, já que o instrumento — uma de suas marcas registradas — é inexistente na canção. Um belo clipe, por sinal. É 2016 e David Longstreth está triste, visualmente acabado, emocionalmente drenado e fisicamente fragilizado. (Flávio Seixlack)

2. The Caretaker — “It’s Just a Burning Memory”

Lançado em um período muito marcante da minha vida, An Empty Bliss Beyond This World é um dos meus álbuns favoritos de todos os tempos. Cinco anos se passaram de lá pra cá e, outra vez, o The Caretaker lança um disco em outro momento chave da minha existência. Everywhere At The End of Time é o primeiro de seis volumes que pretendem abordar a demência e a perda da memória causada por ela, o que quer dizer que cada álbum será mais obscuro e vazio e triste. Me sinto novamente sugado pelos samples nostálgicos e tristes usados nas canções, outra vez vagando sem rumo por um purgatório escuro, porém belo. (FS)

3. FORMA — “Ghosts”

O FORMA, agora reformulado com John Also Bennett no lugar de Sophie Lam, sempre retorna aos meus ouvidos em momentos importantes. O som cósmico desses novaiorquinos me empurra para as galáxias como um poderoso jetpack. “Ghosts” começa esquentando os motores até nos projetar com potência para o espaço, nos colocando em órbita. Uma vez lá, a euforia vai diminuindo restando, nos minutos finais, apenas a contemplação dos cosmos. (Denis Fujito)

4. NxWorries — “Lyk Dis”

Depois dos ótimos discos do Knxwledge (Hud Dreams) e Anderson Park (Malibu), posso dizer que estou bastante ansioso para ouvir o disco cheio do NxWorries, o projeto que une os dois. “Lyk Dis” se junta às músicas que já apareceram em um EP que saiu no ano passado e é o primeiro single oficial de Yes Lawd!, o álbum que sai ainda em 2016. A faixa é deliciosa e redonda em seus dois minutos e meio de duração. Apenas ouça. (FS)

5. Hope Sandovel & The Warm Inventions — “Let Me Get There” (feat. Kurt Vile)

Quando você é exposto à voz de Hope Sandoval, com certeza a sua vontade imediata é de parar o que você está fazendo para repensar a sua existência nesse mundo e a segunda, obviamente, é de querer compartilhar alguns momentos da sua vida com essa mulher. Por isso, qualquer dueto que apareça com o nome Hope Sandoval acoplado gera um misto de alegria, inveja e ansiedade que poucos nomes são capazes. É quase impossível errar num dueto com Hope porque ela faz tudo: prepara a cena, ambienta a plateia e hipnotiza a todos com sua voz sussurrada, restando a Kurt Vile, em “Let Me Get There”, apenas fazer a sua parte sem errar; e ele não erra. (DF)