5 músicas da semana – 29/01/2017

31.01.2017 — Blog

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1. Mount Eerie — “Real Death”

Death is real
Someone’s there and then they’re not
And it’s not for singing about
It’s not for making into art
When real death enters the house, all poetry is dumb
When I walk in to the room where you were
And look into
The emptiness instead
All fails
My knees fail
My brain fails
Words fail
Crusted with tears, catatonic and raw, I go downstairs and outside and you still get mail
A week after you died a package with your name on it came and inside was a gift for our daughter you had ordered in secret and collapsed there on the front steps I wailed
A backpack for when she goes to school a couple years from now
You were thinking ahead to a future you must have known deep down would not include you though you clawed at the cliff you were sliding down, being swallowed into a silence that is bottomless and real
It’s dumb
And I don’t want to learn anything from this
I love you

Te amo, Phil. (Denis Fujito)

2. Knxwledge — WRT.PRT10.8

O ano mal começou e já temos uma nova mix de Knxwledge nos esperando na esquina de janeiro. Remixes, breves batidas e aquele clima bom de sempre em oito faixas que vão passar rapidinho, mas vai deixar aquele gosto doce na boca de 2017. Sei lá. (DF)

3. Oddisee — “Like Really”

Todo ano esse homem nos surpreende com batidas e discos cada vez mais bonitos, bem produzidos e cristalinos. “Like Really”, de seu novo disco, chamado The Iceberg, é mais uma prova de que Oddisee é um cara a ser seguido e perseguido. Sua visão de mundo, o seu estilo e ritmo se juntam para formar um rapper completo. (DF)

4. Yasutaka Nakata — “Crazy Crazy” (feat. Charli XCX & Kyary Pamyu Pamyu)

Mas quem mais cristalino em suas produções do que Yasutaka Nakata? Dessa vez o produtor japonês deixa Kyary Pamyu Pamyu em segundo plano, apenas responsável pelos backing vocals, e pede ajuda a Charli XCX para fazer um hit dançante com potencial de estourar em níveis que Kyary ainda não conseguiu. Quem tirará esse refrão de nossas mentes? (DF)

5. Father John Misty — “Pure Comedy”

Imagine um triângulo onde Frank Sinatra está numa ponta, Rufus Wainwright em outra e Jeff Buckley na terceira. Bem no centro desse triângulo, croonando e cagando, não necessariamente nessa ordem e às vezes ao mesmo tempo, estaria Josh Tillman, o Father John Misty. “Pure Comedy”, de seu novo disco, vem para nos emocionar de uma maneira tão peculiar que só poderíamos concluir que Father está de volta. (DF)