5 músicas da semana – 09/04/2017

12.04.2017 — Blog

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1. The Caretaker — “Misplaced In Time”

Saiu agora em abril a segunda de seis partes do projeto mais recente do The Caretaker, uma porção de discos sobre a demência. Como era de se esperar, a continuação nos abala diretamente e nos joga num abismo profundo de incerteza e desespero. Me sinto caminhando completamente sozinho por um Japão bombardeado na Segunda Guerra, como um pesadelo bizarro e bonito demais para ser ignorado. Há tristeza pra todo lado, mas também há paz e aceitação. É como me sinto sempre que ouço o ambient perfeito do Caretaker. (Flávio Seixlack)

2. Melody’s Echo Chamber — “Cross My Heart”

Vou começar pelo fato estranho de “Cross My Heart”, nova faixa da Melody’s Echo Chamber, que é o tanto de coisa que acontece nos quase sete minutos da canção. Cheguei a acreditar que tinha alguma aba no meu navegador tocando um indesejado som. Mas quando Melody Prochet segura a onda e usa bem a participação dos Dungen Gustav Ejstes e Reine Fiske o resultado é realmente delicioso. Uma linda viagem pelos anos 70. (Denis Fujito)

3. Sun Araw — “A Chute”

É libertador escutar à música do Sun Araw e quando eles resolvem cantar mais do que o usual eu me sinto mais livre ainda dentro do meu terno de ser humano. “A Chute” traz a batida mais torta da semana, apesar da melodia andar direitinho dentro dos padrões Sun Araw. Porém, quando as duas coisas se juntam a música começa a dar um nó na minha cabeça e transforma meus pés em dois potes de gelatina. Coisa boa. (DF)

4. Ikonika — “Manual Decapitation”

Dança retinha, mas de um mundo obscuro é possível com “Manual Decapitation”, a faixa que marca a volta do Ikonika. Uma canção para escutar 3, 4, 5 vezes na sequência até você ser sugado para um mundo de muito neon e pouca vida só para ser cuspido de volta para o seu sofá, desorientado. (DF)

5. Drake — “Passionfruit”

Sei que essa música saiu em março, mas como pulamos alguns posts da semana, sinto a necessidade de postá-la aqui basicamente por ser minha favorita do novo do Drake. Singela, simples e direta, sem muita afetação e sem medo de soar brega ou romântica, “Passionfruit” é o resultado musical de uma relação a distância. Claro, tudo é muito complicado e basicamente impossível, mas ao mesmo tempo há uma beleza escondida nesse sentimento tão esquisito. Vamos ouvir a suavidade de tudo e curtir sem muitos julgamentos. (FS)